segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vida de pirata

A chuva batendo
A onda levando
Os raios caindo
Não podemos parar de remar
Içem as velas!
Puxem a âncora!
Terra à vista!
Como é bom a vida no mar...

Máscaras

O sono bate
E o cansasso vem junto
Com eles vem o peso
De achar ser mais um no mundo

Não digo pensar ser ninguém
Só digo que como todos, que vivemos,
Deviamos pensar em ser alguém
Não que querem que sejamos
Mas que sejamos quem queremos

Que caiam as máscaras
Daqueles que se cansaram da falsidade
E que abram os sorrisos
Daqueles que encontraram a verdadeira verdade

Que se abram os olhos
Daqueles que nao podem ver
E também daqueles que não querem
Que eles percebam
Que a vida é muito mais que sobreviver

Sei que as vezes não faço o que fui feito pra fazer
E que não sei quando é munha hora de partir
Mas com toda a certeza do mundo, eu afirmo
Que enquanto eu viver
Vou deixar minha máscara cair
E ser quem eu deveria ser

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

As vezes em que vivo

As vezes parece que 20 minutos sao uma eternidade
As vezes parece que a chuva nao passa
Ou ate que ela é escassa
As vezes, apenas uma gota mata a saudade

Talvez um beijo salvasse o amor
Talvez um sorriso fosse um acorde
E uma risada fosse uma musica
Da qual nao se cantasse nem o melhor cantor

Quem sabe duas palavras bastassem
Para mudar toda uma vida
Quem sabe migalhas de pao marcassem 
A trilha já percorrida

Quem sabe se o mundo nao fosse o mundo
 Nos Seriamos quem dizemos ser
Quem sabe se o universo nao fosse tao profundo
Viveriamos a verdade, ao inves da mentira que dizemos viver


Rodrigo Aylmer

domingo, 2 de janeiro de 2011

Idéias opostas

Não quero mais viver
E eu nunca poderei dizer
Minha vida tem valor
Todo dia reflito, e sei
Que ninguém nunca me amou
Mentirei no dia em que disser
Vivo com uma razão
Não me falta a certeza de que
Não alcancei meus sonhos
A unica frase que nunca direi é
Minha vida valeu a pena
Sei que no final poderei afirmar
Que vivi inutilmente
A maior mentira que eu poderia dizer é
Combati o bom combate




...Agora, leia de baixo para cima, do último verso ao primeiro.
São dois textos diferentes. São duas perspectivas diferentes. São idéias opostas.
Idéia: qual é a sua?



Rodrigo Aylmer

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mudança

Há duas noites que eu sonho com você
Duas noites que pareceram ser cem
Verdades que eu não sei de onde vem
Sonhos que não quis entender

Dói ver que você não é mais aquele pedaço de tudo
Dói ver que não há mais aqueles momentos sem fim
Que não há mais flores no nosso jardim
E que você escolheu o canto do mudo

Dói saber que não choveu saudade quando você se foi
Dói saber que o afago se evapora
Quando o futuro do ontem é agora
E o amanhã do futuro é depois

Agora? Não há paz
Pois eu sonho com você
Sonho em te esquecer
Pois eu não te amo mais

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Experiência

Amei? Amei.
Vivi? Vivi.
Sonhei? Sonhei.
Sorri? Sorri.

Nada nesse mundo
Nem o sol, nem a lua
Nem a dor, nem o amor
Nem a alegria, nem a tristeza
Me fazem esquecer
Da proeza que é viver

Vem a chuva, vem o mar
Quem fica é quem se importa
Quem sai, pra vida torta
Pode nunca mais voltar

O mundo tem muitos encantos
Uns neguei, outros quis
E quando você acha que sabe tanto
Ainda é o mais novo aprendiz




Rodrigo Aylmer

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ausência

Vazio de tudo
Cheio de nada
Um ponto no espaço
Um grão de mostarda

Tão pequeno, tão discreto
Escondido num canto
Abandonado, esquecido
Paredes sem teto
Um zero à esquerda

O oco me preenche
De coisas que não acrescentam
Do que não faz falta
Do que não faz gol
E que não têm valor nenhum

Vou indo pela sombra
Não quero aparecer
Pois sei que a vida é vaga
Se eu não tiver você



Rodrigo Aylmer